Meu nome é Mônica e tenho 30 anos. Sou formada em Pedagogia e atuo como professora de Ensino Fundamental. Meu sonho sempre foi ter um filho (a), mas sempre tive em mente que para ter um filho, há que se ter uma boa estrutura familiar, emocional e financeira.
Com 25 após, formada, funcionária pública, casada, iniciei as tentativas para engravidar. Entretanto, nem tudo é como desejamos e meu marido não podia ter filhos, por conta de uma azoospermia. Passamos os anos seguintes debruçados em tratamentos, cirurgias e toda sorte de sofrimento, que só quem sofreu ou sofre com a infertilidade conhece.
Passamos por maus bocados, desde ouvir piadas maldosas, cobranças, tanto dos familiares como dos conhecidos.
Por fim em maio de 2013, fizemos uma fertilização in vitro, que não vingou. Ficamos arrasados, mas continuamos casados. Entretanto, com o desgaste do processo o nosso casamento acabou se perdendo. Em dezembro de 2013, nos separamos. Fui viver a minha vida e ele a dele.
Meu desejo de ser mãe não se perdeu aí, pensava que mesmo que não casasse novamente, tentaria uma produção independente.
Mas não foi necessário. Ainda em dezembro conheci meu atual marido. Planejamos iniciar as tentativas para ter um bebê em janeiro de 2015, mas mesmo tomando anti concepcional o positivo veio em maio. Comprovando mais uma vez que planejamento excessivo nem sempre vinga.
Estou agora com 11 semanas e 2 dias de gestação e sinto como se a minha vida começasse agora.
Na foto: Mônica e Juliano

Nenhum comentário:
Postar um comentário